Em 1861, o grande poeta Antero de Quental fundou a Sociedade do Raio composta por 200 estudantes das faculdades de Coimbra propensos a romper com o convencionalismo acadêmico, diga-se com o Romantismo. Surgiram vários poemas contrários aos preceitos românticos. Empolgado com as novas ideias revolucionárias, Antero de Quental editou Odes modernas. Essas novidades provocaram a reação do grupo de românticos, encabeçados pelo professor e poeta Antônio Feliciano de Castilho que zombou e criticou os novos poemas. Inicia-se então ,em 1865, a famosa Questão Coimbrã e com ela o Realismo em Portugal. Nessa data, Quental publica uma carta, “Bom senso e Bom gosto”, na qual faz duras críticas ao professor Castilho. Essa questão consistia em uma crise acadêmica em que diversos textos ofensivos foram trocados, de um lado os românticos, veteranos e mestres na academia, de outro os rebeldes estudantes da Sociedade do Raio. Partiu-se inclusive para o ataque físico, com o duelo entre Antero de Quental e Ramalho Ortigão.
O Realismo português foi bastante organizado, repleto de conferências e estudos sobre o novo estilo. Nunca a literatura portuguesa conseguiu alcançar tal feito.
Havia as Conferências do Cassino Lisbonense, onde se discutia filosofia e literatura. Participaram dessas conferências o famoso romancista Eça de Queirós e o poeta, folclorista e futuro presidente de Portugal Teófilo Braga.
É importante ressaltar que representar a realidade é uma atitude que já existia na arte, mesmo em outros tempos. Contudo, o Realismo enquanto movimento literário ocorre somente na Segunda metade do século XIX.
Os grandes poetas do Realismo Português são Antero de Quental, Cesário Verde e Guerra Junqueiro.
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