
“As fábricas na sociedade européia”
A Revolução Industrial, iniciada no século anterior, entra numa segunda fase, marcada pelo crescente aumento das fábricas e da mão-de-obra assalariada, do proletariado. É o período da utilização do petróleo, da eletricidade, do aço, da construção das estradas de ferro, da invenção do telégrafo, entre outras transformações. É o início da estruturação do capitalismo.
A Segunda metade do século XIX é marcada pelo Cientificismo, a valorização das ciências, e por uma demanda material e ideológica gerada pela Revolução Industrial. Surgem teorias positivistas que valorizam o progresso e o conhecimento científico. Com os novos modos de produção, surge uma grande massa de operários explorados e marginalizados, o proletariado.
Assim, um novo cenário social se constrói: A pobreza tornou-se um problema associado à industrialização. Como o emprego era insuficiente, havia um grande número de camponeses perdidos nas grandes cidades, vivendo da mendicância.
Os artistas dessa época passaram a adotar uma visão mais objetiva da realidade, através do uso da Razão.
Courbet é um famoso pintor realista francês que se preocupou em retratar cenas do cotidiano, buscando ser fiel a realidade que o cercava. Considera-se que se deve a ele o nome Realismo, utilizado tanto nas artes plásticas como na Literatura.
Em Portugal, a crise é no setor agrário. Camponeses, soldados e a pequena - burguesia se revolta. O país é totalmente dependente da Inglaterra e a monarquia encontra-se enfraquecida. Em 1851, através de um golpe político, o marechal Saldanha institui a monarquia parlamentarista ( nos moldes ingleses) e se inicia o período de Regeneração(1851-1910).
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